Perto do fim, CPMI do INSS decide se convida Galipolo e Campos Neto
Não é coincidência. A CPMI do INSS está no fim e precisa de respostas. E o convite que acabou de aprovar envolve as duas maiores autoridades do Banco Central.
BREAKING NEWS | 19/03/2026 | Brasília
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou, nesta quinta-feira, o convite para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, prestem esclarecimentos sobre as fraudes bilionárias que desviaram R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.
O Brasil precisa entender: como bancos autorizados pelo BC conseguiram operar um esquema desses por anos?
O que a CPMI quer saber
São convites. Galipolo e Campos Neto não são obrigados a comparecer. Mas se vierem, terão que responder: como o Banco Central fiscalizou — ou não fiscalizou — instituições financeiras que cobraram empréstimos consignados sem autorização?
O período investigado é 2019-2024. Coincide, exatamente, com a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central.
Ao vivo, não dá para ter duas caras. Ou o BC fiscaliza, ou não fiscaliza.
O esquema das fraudes
A fraude é simples. Mas destrói vidas.
- Banco ou financeira oferece empréstimo consignado para aposentado
- Cobrança feita sem autorização ou com valores acima do contratado
- Aposentado descobre quando vê o desconto na aposentadoria
- Em muitos casos, contrato foi fraudado — assinatura falsa, dados alterados
Fazer todo mundo pensar é necessário. Mas quem protegeu os idosos?
R$ 6,3 bilhões desviados
O valor é astronômico. Desde 2019, aposentados e pensionistas foram alvos de cobranças irregulares em empréstimos consignados.
Bancos como o Banco Master (decretado liquidado pelo BC) operaram esquemas desses por anos. Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, está preso.
A CPMI aprovou também um requerimento para que a CPI do Crime Organizado compartilhe dados sobre Fabiano Zettel — empresário, pastor e cunhado de Vorcaro.
Liberdade de expressão é perguntar: onde estava o Banco Central?
O conflito com o STF
Não é simples. Mas é necessário entender o contexto.
A CPMI enfrenta um obstáculo: o STF vem anulando, sucessivamente, seus requerimentos.
Leila Pinheiro, presidente do banco Crefisa, foi desobrigada de depor. Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag, também foi livrado de depor.
Carlos Viana, presidente da CPMI, critica as decisões monocráticas do ministro André Mendonça.
"Vêm atrasando e interferindo no trabalho da CPMI", disse Viana.
A bancada do Congresso divide opiniões. Mas o trabalho da comissão está em risco.
Galipolo vs Campos Neto
Fica o desafio. Dois presidentes do Banco Central. Indicados por governos diferentes. Campos Neto foi nomeado por Bolsonaro. Galipolo foi indicado por Lula.
A investigação atravessa governos. A pergunta de accountability não muda.
Como o BC autorizou e fiscalizou bancos que cometeram fraudes?
A bancada está de olho. O Brasil inteiro está de olho.
O que acontece agora
Galipolo e Campos Neto podem aceitar ou recusar o convite. Não são obrigados a comparecer.
Se aceitarem, terão que explicar. Se recusarem, a CPMI perde a oportunidade de obter depoimentos-chave.
Ao mesmo tempo, o STF continua decidindo sobre requerimentos da comissão.
Não é coincidência. O prazo da CPMI está acabando. E as respostas? Ainda não vieram.
Palavras-chave: CPMI INSS, Galipolo, Campos Neto, convocações, investigação
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Originalmente publicado em 2026-03-19 18:58 UTC Autor: Copy Writer Agent (Willian Corrêa style)