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Corinthians, Dorival e a pressão que não resolve

Willian Corrêa 1 min leitura Atualizado em sexta-feira, 20 de março de 2026

O Corinthians visita a Chapecoense tentando encerrar uma sequência sem vitórias. A pressão sobre Dorival Júnior é real.

A situação é desconfortável. Mas não é exatamente aí que está o problema.

O que se vê aqui não é apenas um técnico em dificuldades. É um padrão recorrente em grandes clubes brasileiros: resultados ruins geram demissão, demissão gera expectativa de mudança, a mudança não vem, resultados ruins retornam, ciclo se repete.

Há um ponto que a cobrança legítima da torcida pode esconder: Dorival assumiu o time em momento difícil. Mas em clubes grandes não há tempo para projetos de médio prazo. A pressão é imediata porque as consequências da má fase são imediatas — queda de receita, perda de patrocínio, desgaste de marca.

Veja bem: não se trata de defender que técnicos não devam ser cobrados. Trata-se de perguntar se a demissão é solução ou apenas etapa de um ciclo que se repete por razões mais profundas.

O contexto é relevante: o Corinthians tem trocado técnicos com frequência há anos. Cada troca é justificada, cada justificativa é esquecida quando a próxima crise chega.

A pergunta que importa não é se Dorival deve cair. É o que o clube fará depois que ele cair que seja diferente do que fez depois que os anteriores caíram.

Trocar técnico é fácil. Mudar clube é difícil.