China, Irã e o assassinato de Larijani: conexões que não são coincidência
A China negou envolvimento no assassinato do diplomata iraniano Ali Larijani.
A negativa é protocolar. Mas o que o episódio revela?
O que se vê aqui não é apenas um crime não resolvido. É a exposição de um jogo de alianças onde morte de figuras proeminentes pode ser ferramenta. Larijani não era qualquer diplomata. Era figura central nas relações Irã-China. Sua morte em momento de tensão não é acidente de calendário.
Há um ponto que a cobertura do crime pode esconder: a China é parceira do Irã em contexto de sanções e isolamento ocidental. Não tem interesse em desestabilização iraniana. Mas tem interesse em garantir que o Irã não faça movimentos que comprometam interesses chineses.
Veja bem: não há evidência pública de autoria. Mas há contexto onde múltiplos atores têm motivos. Israel, oposição iraniana, facções internas, serviços de inteligência de países envolvidos na guerra. A lista não é curta.
O contexto é determinante: assassinatos de figuras políticas em momentos de crise não são incomuns. São instrumentos. O que importa não é apenas quem matou. É o que a morte muda.
A pergunta que importa não é quem matou Larijani. É o que a China faz depois que ele morreu.