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China, Irã e o assassinato de Larijani: conexões que não são coincidência

Willian Corrêa 1 min leitura Atualizado em sexta-feira, 20 de março de 2026

A China negou envolvimento no assassinato do diplomata iraniano Ali Larijani.

A negativa é protocolar. Mas o que o episódio revela?

O que se vê aqui não é apenas um crime não resolvido. É a exposição de um jogo de alianças onde morte de figuras proeminentes pode ser ferramenta. Larijani não era qualquer diplomata. Era figura central nas relações Irã-China. Sua morte em momento de tensão não é acidente de calendário.

Há um ponto que a cobertura do crime pode esconder: a China é parceira do Irã em contexto de sanções e isolamento ocidental. Não tem interesse em desestabilização iraniana. Mas tem interesse em garantir que o Irã não faça movimentos que comprometam interesses chineses.

Veja bem: não há evidência pública de autoria. Mas há contexto onde múltiplos atores têm motivos. Israel, oposição iraniana, facções internas, serviços de inteligência de países envolvidos na guerra. A lista não é curta.

O contexto é determinante: assassinatos de figuras políticas em momentos de crise não são incomuns. São instrumentos. O que importa não é apenas quem matou. É o que a morte muda.

A pergunta que importa não é quem matou Larijani. É o que a China faz depois que ele morreu.